Panegírico da Academia Desterrense de Letras- Patrono Juvêncio de Araujo Figueredo,

cadeira nº 12, em24 de novembro de 1998

                               Juvêncio Araújo Figueredo

Patrono da cadeira Nº 12 da ACADEMIA DESTERRENSE DE LETRAS

Jovêncio Araújo Figueredo nasceu na pequenina Desterro, hoje Florianópolis  a 27 de setembro de 1864.

Seu estudos não ultrapassaram além da primeira fase escolar não chegando a ser concluído.  Devido a precária situação financeira viu-se muito cedo em ambiente de trabalho para auxiliar o sustento da família .

Demonstrou ainda em idade escolar um real talento para o desenho quando de sua amizade com Victor Meirelles amigo de D,. Pedro I. Legando-lhe desta forma a possibilidade de aumentar seu conhecimento artístico com uma bolsa de estudos na Escola de Belas Artes em Paris na França com direito a passagens e estadias.

O poeta não aceitou a oferta  em virtude do  falecimento de sua  mãe pois desejava estar presente a família em tão doloroso momento.

Não suportando a dor  da perda pouco tempo depois com o falecimento de seu pai, tornou-se o arrimo da família passando por sérias dificuldades;. posteriormente foi morar com seus irmãos no sítio de sua tia no bairro de Coqueiros , ficando mais perto do verde e do mar..

Aos quinze anos publicou entusiasticamente seus primeiros versos no Jornal Regeneração editado na cidade de Desterro, e trabalhando mais tarde como tipógrafo, colaborando mais assiduamente com a Literatura Desterrense .

Como o jornal  era editado pelo Partido Liberal Catarinense, Jovencio Araújo Figueredo passou a conviver mais de perto com outros escritores de renome desterrrense como  Virgílio Várgea, Santos Lotada, Horácio Carvalho e Cruz e Sousa incentivado  por todos  desenvolveu  sua aptidão poética .

Apesar de todas as suas dificuldades, Araújo Figueredo mantinha um amor especial pela beleza de sua Ilha, seu povo  com seu trabalho pesqueiro , a  mulher Desterrense  com seu toque brejeiro , o vento sul e o calor do sol causticantes  de brumas e salitres , a lagoa com seu espelho ao luar ,enfim toda a natureza ilhoa ao dispor lírico de seus poemas e versos aumentando o encanto de sua alma sensível  nas linhas literárias de suas obras.

Jovencio Araújo Figueredo deixou seu legado nos jornais entre eles  “Regeneração”, a “Tribuna Popular” , fundou o Jornal Abolicionista e colaborou também com jornais do Rio de Janeiro entre eles a “Cidade do Rio” fundado e editado pelo eminente  impulsionador da literatura brasileira José do Patrocínio.

 

Araújo Figueredo pertenceu ao Centro Catarinense de Letras junto aos fundadores como Cruz e Sousa, Otto da gama D’eça que posteriormente foi denominada de Academia Catarinense de Letras.

Jovêncio Araújo Figueredo deixou-nos um grande legado, suas obras de eterno valor literários e  histórico

Como:            “Marulhos” uma obra poética

            “Ocasos” e “Versos do Sul” duas obras em versos.

            “Aspectos” uma obra em sonetos                          

            “A vida de Jesus” uma obra em poemas

 

Assim foi Jovêncio  Araújo Figueredo deixando-nos um legado extraordinário da literatura Desterrense no século passado, fazendo-nos rever todas a beleza exuberante da Ilha de Sol de mar através de suas obras poéticas, de seus poemas , sonetos e versos .

Oxalá possa eu honrar tão ilustre  e imortal figura Literária Catarinense empenhando-me a ilimitados esforços para que o povo florianopolitano tome conhecimento  das  riquezas literárias

deixada pelo  nosso imortal Jovencio Araújo Figueredo.

Poeta da saudade, do mar e do pescador de barco,  título lhe  auferido pelo imortal também patrono Desterrense Othon D’eça .

Foi também denominado  por Andrade  Murriey de Príncipe dos Poetas Catarinense.

 

                                 Vera Regina da Silva de Barcellos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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